A queda no consumo de combustíveis abrandou entre abril e junho em relação aos primeiros três meses deste ano, mas ainda assim a venda de gasolinas e gasóleo sofreu uma redução de 3% relativamente ao período homólogo de 2012.

De acordo com a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), no segundo trimestre de 2013 continuou-se a verificar uma retração do consumo de combustíveis face ao ano anterior, com exceção do GPL Auto, mas menor do que no primeiro trimestre de 2013.

A deterioração da economia, que implica uma menor atividade no setor do transporte comercial e uma redução do consumo dos privados, continua a ser apontada como a principal razão para esta redução dos consumos.

A APETRO destaca que «não terá sido a questão dos preços que ditou esta quebra no consumo, já que eles se mantêm a níveis inferiores aos do segundo trimestre de 2012».

No relatório sobre a evolução do mercado de combustíveis rodoviários no segundo trimestre, elaborado com as estatísticas da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e as estimativas da APETRO para junho, há um decréscimo de cerca de 3% nas vendas de gasolinas e gasóleo. Apenas o GPL Auto apresentou um crescimento de 9%, uma tendência que se tem acentuado.

Para a associação que reúne as principais empresas petrolíferas que atuam no mercado português, é expectável que no segundo semestre se continue a verificar «um amortecimento na queda do consumo», no entanto sem «uma inversão desta tendência [de queda]».

Em termos médios, os preços no segundo trimestre foram inferiores face ao período homólogo de 2012, sendo que a evolução dos preços em Portugal está perfeitamente em linha com o mercado europeu (EU-17), sendo as «diferenças pouco significativas», refere.

«O elemento com maior peso no preço final de venda dos combustíveis permanece a carga fiscal, sendo a margem de manobra deixada aos operadores extremamente reduzida», conclui no seu relatório a APETRO.