Cada português tinha em média dois cartões bancários em 2012, um dos valores mais elevados da zona euro, segundo um relatório do BCE hoje divulgado, que indica que em Portugal 2,7 em cada mil cartões foram alvo de fraude.

Segundo o Banco Central Europeu (BCE), em 2012, por cada 1000 cartões 2,7 foram alvo de fraude, abaixo da média de 11,2 da zona euro. Já por cada mil habitantes foram defraudadas 5,1 pessoas, também neste caso abaixo das 16,1 de média da zona euro.

A fraude com cartões de pagamento fixou-se em 0,012%, em Portugal em 2012, em termos de valores, e em 0,003% em volume.

O relatório do BCE indica ainda que cada português tinha em média 1,9 cartões em 2012, acima da média da zona euro (1,4), sendo Portugal apenas ultrapassado por Luxemburgo (3,7), Grã-Bretanha (2,4) e Suécia (2,2) e igualado por Malta e pela Bélgica.

O relatório publicado hoje pelo BCE abrange os países que fazem parte do SEPA, espaço único de pagamentos em euros (os 28 da União Europeia mais Islândia, Liechtenstein, Mónaco, Noruega e Suíça) e indica que as fraudes com cartões na Europa aumentaram em 2012 pela primeira vez desde 2008 devido, principalmente, a um maior número de burlas na internet.

O montante total das fraudes em 2012 foi avaliado em 1,33 mil milhões de euros, ou seja, mais 14,8% que em 2011. No entanto, este valor representa um decréscimo de 9,3% face ao nível de 2008, tendo as transações com cartões bancários aumentado 17% em 2012 comparativamente a 2008.

Relativamente aos valores nacionais, a gestora da rede multibanco SIBS sublinhou hoje em comunicado que este relatório aponta Portugal como um dos que «continua a apresentar menores níveis gerais de fraude», entre os países com maior utilização de cartões, sendo que as fraudes mais comuns se dão no uso dos cartões por Internet, telefone e e-mail.

«Todavia, mesmo neste segmento, a fraude em Portugal é menos de metade da média da zona euro, cerca de um terço da média da área SEPA e, por exemplo, aproximadamente 20% dos níveis verificados na Grã-Bretanha ou em França», afirmou a SIBS, considerando que o sistema português de pagamento é «reconhecido como um dos mais seguros da Europa e do mundo».