Os preços da produção industrial mantiveram-se estáveis em junho tanto na zona euro como no conjunto da União europeia (UE), segundo dados publicados esta sexta-feira pelo Eurostat.

Este dado põe fim a três meses de quedas dos preços, depois da registada em abril de 0,6% nos países da zona euro e de 0,8 dos da UE, bem como uma descida de 0,2% em março e um recuo de 0,3% em maio em ambas as zonas.

Em termos anuais face a junho de 2012, os preços da produção industrial aumentaram 0,3% na zona euro e 0,6% na UE.

Entre os Estados membros para os quais há dados disponíveis, as maiores subidas mensais observaram-se na Estónia (6,7 %), Dinamarca (0,5 %), Itália e Malta (0,4 % ambos), enquanto as quedas mais acentuadas tiveram lugar na Lituânia (0,8 %), Holanda (0,4 %), Letónia, Áustria e Reino Unido (0,3 % nos três casos).

Por setores, os preços industriais, excluindo os da energia, mantiveram-se estáveis tanto na zona euro como na UE, enquanto os preços energéticos estabilizaram nos 17 e aumentaram 0,1% na UE.

Tanto na zona euro como na UE, os bens de consumo intermédios registaram uma queda mensal de 0,2%, enquanto os bens de consumo duradouros permaneceram sem alterações e os bens de consumo perecíveis cresceram 0,3% em comparação com o mês anterior.

Os bens de investimento mantiveram-se estáveis na zona euro e aumentaram 0,1% na UE.

Em relação às variações anuais em junho face ao mesmo mês de 2012, os preços no conjunto da indústria, excluindo a energia, aumentaram 0,6% na zona euro e 0,7% na União, enquanto os preços energéticos caíram 0,6% nos países da zona euro e permaneceram inalterados na UE.

Os preços dos bens perecíveis aumentaram 2,3% e 2,4 na zona euro e na UE, enquanto os bens duradouros aumentaram 0,7% nos 17 e 0,5% na UE.

Na zona euro e na UE, os preços dos bens de investimento aumentaram 0,6%, enquanto os dos bens intermédios caíram 0,4%.

Entre os Estados membros com dados disponíveis, os maiores aumentos em termos anuais registaram-se na Estónia (14,2 %), Roménia (4,9 %) e Dinamarca (3,6 %), enquanto os maiores decréscimos ocorreram no Chipre (2,1 %), Polónia (1,3 %) e Suécia (1,2 %).