A poupança das famílias portuguesas subiu de novembro para dezembro, uma tendência iniciada em maio, segundo o indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica (UCP) divulgado esta quarta-feira.

O indicador de poupança subiu de 109 em novembro para 110,3 em dezembro, o valor mais alto dos últimos anos. Segundo a informação divulgada, desde maio o indicador tem registado subidas todos os meses, apontando para um aumento da poupança das famílias em percentagem do Produto Interno Bruto.

Além disso, acrescenta, que a tendência da poupança das famílias, medida pela variação trimestral das séries do indicador de poupança e da poupança medida nas contas nacionais analisadas, registou também uma «ligeira subida», apontando para «um moderado crescimento da poupança das famílias em percentagem do PIB».

O indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/UCP inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas e com a nova base 2011), e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança APFIPP/UCP procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do PIB, corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.