O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica recuou em fevereiro, pelo sétimo mês consecutivo, baixando de 119,4 pontos em janeiro para 117,4 pontos, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira.

Numa nota divulgada pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e pela Universidade Católica, realça-se a continuação da «tendência decrescente» do indicador, que registou o pico histórico em julho de 2013, ao fixar-se nos 135,4 pontos.

«Com estes decréscimos sucessivos verificados no Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica nos últimos meses, começa a ser percetível um sinal de diminuição da poupança das famílias, apesar da sua tendência, medida pela variação trimestral das series analisadas, continuar estabilizada em níveis historicamente elevados», salienta o documento.

O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assume o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125 a poupança das famílias é cerca de 10% do Produto Interno Bruto português.