Portugal é um dos países com eletricidade e gás mais caros da União Europeia (UE), tendo em conta o poder de compra das famílias, e um dos Estados-membros que registou maiores aumentos de preços entre 2012 e 2013.

De acordo com um boletim do Eurostat, o gabinete oficial de estatísticas comunitário, o preço da eletricidade doméstica na União Europeia aumentou 2,8% em média entre o segundo semestre de 2012 e o mesmo período de 2013 e o preço do gás aumentou em média 1% no mesmo período.

Em termos de paridades de poder de compra, meio de referência que elimina as diferenças de preços entre países, os preços da eletricidade doméstica foram mais baixos na Finlândia (12,8 por 100 kWh), no Luxemburgo (13,7), na Letónia (14) e em França (14,1).

Portugal (26,2) foi um dos países que registou os preços mais elevados, apenas ultrapassado por Chipre (28,2) e a Alemanha (28,1), tal como no preço do gás, em que verificou um aumento de 9% entre os segundos semestres de 2012 e 2013, ficando atrás da Roménia (10%).

As maiores descidas no preço do gás tiveram lugar na Hungria (15%), na Grécia (13%), na Polónia (10%) e na Bélgica, República Checa, Letónia e Eslovénia (9%).

Em euros, Portugal fica em quarto lugar entre os países com preços mais altos na energia (9,3 euros por 100 kWh), atrás da Suécia (12,2 euros), Dinamarca (11,1 euros) e Itália (9,5 euros), acima do preço médio na União Europeia (7,1 euros).

Portugal é ainda o segundo país que mais paga pelo gás doméstico tendo em conta o poder de compra das famílias (11,5 por 100 kWh), imediatamente atrás da Bulgária (11,6)

Em 2013, os países com preços mais baixos no gás doméstico foram o Luxemburgo (4,7), a Letónia (5,2), o Reino Unido (5,7), a Bélgica (6) e a Roménia (6,2).

Em termos absolutos, entre o segundo semestre de 2012 e o mesmo período de 2013, os maiores aumentos do preço da eletricidade doméstica registaram-se na Estónia (22%), na Grécia (20%), na Roménia (17%), em França e na Lituânia (10% em cada).

Já as maiores quedas de preços foram observadas em Chipre (15%), na Hungria (4%), em Espanha (9%) e na Bulgária (8%).