A proposta de diploma que prevê a convergência das pensões dos funcionários públicos, pagas pela Caixa Geral de Aposentações, com as pensões do regime geral da Segurança Social, prevê cortes até 10% nas primeiras. Mas nem todas serão abrangidas.

De fora ficam as pensões de velhice até 600 euros e também algumas classes profissionais, como os juízes ou as forças de segurança.

Dos 436.570 pensionistas que recebem a sua reforma através da CGA, apenas 69% sofrerão cortes, ou seja, o equivalente a cerca de 302 mil.

Metade deste universo aufere entre 500 e 1.500 euros brutos, sendo a pensão média dos funcionários públicos 1.350 euros.

Os cortes abrangem sobretudo os pensionistas com pensões atribuídas até 2005, uma vez que a partir de 2006 foram já aplicadas algumas regras de convergência com o regime geral da Segurança Social.

Assim, e segundo algumas simulações feitas pela TVI, um pensionista cuja pensão tenha sido atribuída até 2005 vai sofrer um corte de 9,87%. Um pensionista nesta situação, que aufere 1.350 euros brutos, vai perder 133 euros. Outro que aufira 750 euros perde apenas 74 euros.

Já um pensionista com pensão atribuída este ano sofrerá um corte de 7,87%. Neste caso, alguém com uma pensão bruta de 1.350 euros perde 106 euros e alguém com uma pensão bruta de 750 euros passa a receber menos 59 euros.

Veja aqui o vídeo das simulações feitas pela TVI.