Os pensionistas estão confusos e ainda não conseguiram perceber quanto vão ganhar afinal, depois dos cortes. Segundo o Negócios, a confusão é originada por uma sucessão inédita de alterações de regras nas pensões.

Em janeiro entrou em vigor uma norma da Lei do Orçamento que, na prática, alarga os cortes para todos os viúvos que recebam acima de 1350 euros, tanto na Caixa Geral de Aposentações como na Segurança Social.

Simultaneamente, estabeleceram-se outros cortes nas pensões de sobrevivência de quem recebe acima de 2000 euros.

Os atrasos na Segurança Social ajudam a baralhar o calendário: devido a um problema informático, não foram aplicados em janeiro os cortes diretos nas pensões de sobrevivência, sendo adiado para março.

A necessidade de corrigir a falha de janeiro e fevereiro obriga a cálculos retroativos que o Governo optou por fazer só no 2º semestre.

Também existem cláusulas de salvaguarda que foram corrigidas no Retificativo, por não estarem claras: é o caso da norma que prevê que os cortes nas pensões de sobrevivência não podem acumular com a CES, aplicando-se a redução que for mais elevada. A norma só entrou em vigor no sábado, mas tem efeitos retroativos desde janeiro.