As entidades patronais querem continuar a pagar pela metade o trabalho suplementar e o trabalho realizado em feriados devido à incapacidade de repor o pagamento total, noticia o «Diário de Notícias».

O tema foi levantado em encontros bilaterais, mas deverá subir de tom à medida que se aproxima o Orçamento do Estado do próximo ano. A medida conta, à partida, com a oposição dos sindicatos. Já o Governo não levanta o véu.

António Saraiva, um dos representantes do patronato, admitiu em declarações à «Antena 1» que já propôs ao Governo a manutenção dos cortes do valor do trabalho em feriados e horas extraordinárias.

O presidente da CIP explica que os cortes de 75% e 50%, definidos em 2012, bem como a exclusão de quatro feriados, e que permitiram às empresas reduzir os custos com pessoal em mais de 2%, deverão ser também aplicados em 2015. «Não existem alterações substanciais nas dificuldades que as empresas atravessam», explicou António Saraiva, citado pela «Renascença».

A manutenção destes cortes, cujo prazo termina no final de 2014, vai servir para ajudar as empresas a «ultrapassar as dificuldades».

A medida foi implementada em 2012 e alongada até dezembro deste ano.