Vários inquilinos correm o risco de ficar de fora da limitação à subida de rendas - mesmo que aleguem carência económica - se os seus filhos mantiverem a morada dos pais junto das Finanças.

De acordo com a edição desta terça-feira do jornal «Diário de Notícias», tal acontece pelo facto de a taxa de esforço para pagar a renda estar relacionada com o rendimento que entra mensalmente na habitação e que inflaciona a declaração do Rendimento Anual Bruto Corrigido (RABC).

Assim, os filhos que mantenham a morada dos pais como a sua morada fiscal - mesmo que tenham casa própria - correm o risco de ver a sua família perder o direito, previsto pela nova legislação, no que toca a um teto máximo de pagamento da renda.

Seja por descuido ou conveniência, o rendimento do filho, que mantém a morada dos pais como a sua fiscal, deve ser somado ao dos seus pais, os inquilinos da casa e concorrentes à limitação do valor máximo da renda, pode ler-se no mesmo jornal.

O modelo oficial do pedido que comprova carência económica e, deste modo, condiciona o aumento do valor mensal da renda passou esta segunda-feira a ser emitido e vai ao encontro da nova Lei das Rendas, que entrou em vigor a 12 de novembro do último ano.

Mais de 40 mil inquilinos terão invocado até agora situação de carência económica, acima dos 27 mil indicados pela comissão que acompanha a nova lei das rendas.