O presidente do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), José Almaça, adiantou esta quarta-feira que em 2014 já foram resgatados 6.234 contratos de Planos Poupança Reforma (PPR) para pagar créditos à habitação, com valores médios de 356 euros.

«Este ano, já em 2014, foram resgatados 6.234 contratos de PPR, com valores médios de 356 euros, o que dá dois milhões de euros de resgate que serviram pagar créditos de habitação», disse José Almaça no parlamento, no âmbito da audição anual das Entidades Reguladoras.

O responsável explicou que estes dois milhões de euros comparam com o total de PPR de 13 mil milhões de euros que são geridos pelas sociedades de seguros, procurando mostrar que o valor do resgate «é muito reduzido e irrelevante».

Durante a sua audição, José Almaça adiantou ainda que o volume de prémios de seguros cresceu 20,7% no ano passado em termos homólogos, para 12,3 mil milhões de euros.

José Almaça divulgou que o Ramo Vida cresceu 33,4% e afirmou que, em termos de composição da carteira de investimentos, este ramo tem ativos de 42,2 mil milhões euros, dos quais 75% é para financiar a economia.

Já o Ramo Não Vida, cujo peso é menor, uma vez que gere ativos de seis mil milhões, caiu 4,4% no ano passado.

«Grande parte serve para financiar dívida pública e a dívida privada», explicou, citado pela Lusa.

José Almaça disse ainda que o setor registou lucros de 670 milhões de euros, valor para o qual «contribuíram duas operações que não são correntes»: «Cerca de 200 milhões de euros foram gerados por vendas antecipadas de carteira, atividades relacionadas com bancos».

Já os fundos de pensões tinham em 2013 sob gestão cerca de 15 mil milhões de euros, que serviram para financiar a economia.

«Ainda não atingiu os níveis de 2009, mas nestes últimos três anos houve uma recuperação dos fundos de pensões», afirmou.

No caso dos fundos de pensões, explicou, a maturidade média dos ativos é de 11 anos no geral, sendo de sete anos no Ramo Não Vida e de quatro no Ramo Vida.

José Almaça avançou ainda que no próximo diz 30 vai arrancar «um 'stress test'» para o setor segurador, para avaliar o impacto qualitativo e as mudanças para todas as seguradoras do novo regime Solvência II.

«Estamos em condições de fazer a transposição dessa diretiva para o direito português, está tudo preparado e para pôr em consulta pública durante o próximo mês, que decorrerá durante 30 dias. Em junho e julho, poderá ser feita a transposição», disse.