3.311 empresas declararam insolvência no primeiro semestre do ano, menos 10% que no mesmo período do ano passado, revela o estudo «COSEC Insolvências e PER no 1º Semestre 2013».

As microempresas continuam a ser as mais afetadas, representando cerca de 66,7% das insolvências registadas, seguindo-se as pequenas empresas com 18,7%. As grandes e médias empresas têm registado uma forte quebra no número de insolvências quando comparado com o período homólogo.

Por setores de atividade, destaca-se a construção com 854 casos ou 26% do total das empresas insolventes. Seguem-se os serviços, com 597 casos, e o retalho com 565. O sector Agroalimentar apresenta 210 casos.

Com menos expressão mas com aumentos homólogos mais expressivos, merecem referência, com mais de 50 de casos de insolvência, os serviços de TI e o automóvel, com variações de 30% e 11% respetivamente.

Por distritos, o Porto continua a registar o maior número de insolvências, com 764 casos ou 23,1% do total, apesar da queda na ordem dos 15% face a igual período de 2012. Seguem-se Lisboa com 752 casos e Braga com 335 ocorrências. O distrito que regista menor número de insolvências é o de Portalegre com apenas 18 registos (0,5%).

«O início de 2013 veio confirmar as nossas estimativas quanto à redução no número de insolvências apesar de se sentirem ainda algumas fragilidades. Sentimos que as empresas nacionais têm demonstrado um grande esforço para ultrapassar obstáculos, procurando diversificar as suas atividades e explorando outros mercados. É com expectativa que aguardamos o início deste segundo semestre, contando que os resultados possam ser um pouco mais animadores que os registados no final do ano passado», afirmou Berta Dias da Cunha, administradora da COSEC.

Segundo os dados apresentados, março marca o ponto de viragem no número de insolvências e em maio a taxa de variação homóloga atinge mesmo uma redução recorde de 37% face a igual período de 2012, facto que está «associado à entrada em vigor do portal eletrónico de registo de insolvências em maio de 2012 e que culminou num pico de registos em maio do ano passado».

Contrariamente, empresas abrangidas por Planos Especiais de Revitalização (PER) estão aumentar desde o início do ano, situando-se em 577 casos até Junho.

Entre Junho de 2012 e Dezembro verificaram-se 377 empresas ao abrigo do PER, sendo que do total destas empresas, até ao final do 1º semestre de 2013, 22% (84 empresas) entraram em insolvência.

Observando os dados do PER por sector de atividade, verificamos que o maior número de solicitações continua a ser do sector da construção, com 174 pedidos dos 527 registados, o que equivale a 33% do total verificado. Porém se incluirmos os valores registados em 2012, verificamos aumentos significativos no sector do retalho, agroalimentar, e equipamentos domésticos que representam no seu conjunto 34% do total de registos verificados no 1º semestre de 2013.