O Conselho do Governo Regional da Madeira estabeleceu esta quinta-feira o valor do salário mínimo a vigorar na região em 515,10 euros, o que representa um acréscimo de 2% relativamente ao montante nacional.

Esta medida tem efeitos desde 01 de outubro, refere o comunicado divulgado após a reunião, que decorreu sob a presidência do chefe do executivo madeirense, Alberto João Jardim, no Funchal. A nota sublinha que esta majoração «abrange os trabalhadores de todos os setores da atividade», nota a Lusa.

O governo madeirense informa que a proposta de decreto legislativo regional para efetivar esta decisão será agora enviada ao parlamento madeirense.

Na quarta-feira, no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, a maioria PSD recusou uma proposta do deputado do PCP para discutir o acréscimo da retribuição mensal garantida na região, rejeitando antecipar a discussão do diploma, que figurava como o 121.º ponto da agenda de trabalhos, para o primeiro assunto a ser analisado.

A deputada social-democrata madeirense Rafaela Fernandes antecipou que este seria um assunto em cima da mesa na reunião do Conselho do Governo Regional.

O salário mínimo nacional subiu na quarta-feira dos 485 para os 505 euros, um aumento que abrange cerca de meio milhão de trabalhadores e que vigorará até ao final do próximo ano.

Neste encontro, o executivo de Jardim decidiu também louvar o atleta madeirense Marcos Freitas, depois da vitória no campeonato da Europa de Ténis de Mesa.

O Governo Regional considera que a «obtenção deste resultado exalta bem alto o nome da Região Autónoma da Madeira».