A Câmara de Lisboa vai repor aos idosos carenciados os 25% de desconto no passe social que lhes foi tirado pelo Governo, disse à agência Lusa o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva.

«Tivemos aqui um problema: a Carris não consegue suportar o diferencial que se vai gerar entre o preço do passe e o que o idoso paga depois do desconto e a câmara só consegue pagar esse diferencial a 60 dias, mas durante esses 60 dias, a Carris não estava a receber esse diferencial», explicou.

«Calculamos que existam 4.500 potenciais interessados neste desconto. O que representa um valor de 39 mil euros. O que acordamos com a Carris é que no primeiro mês transferimos os 39 mil euros correspondente ao diferencial e ao fim de cada mês fazemos acertos», acrescentou.

Nunes da Silva prevê que esses descontos entrem em vigor em janeiro do próximo ano.

O vereador falava à Lusa no final da última reunião de câmara pública, que terminou com a aprovação por unanimidade da submissão a consulta pública deste projeto.

A câmara de Lisboa aprovou também hoje, mas com a abstenção do PSD e do CDS-PP, a atribuição de 60 mil euros à Federação Portuguesa do Táxi (FPT) e à Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral) para aquisição de veículos elétricos, proposta por Nunes da Silva.

A abstenção dos partidos deveu-se à falta da entrega de um relatório sobre uma experiência anterior com táxis elétricos realizada pela autarquia.

Contudo, o vereador assegurou que o relatório será entregue quinta-feira aos vereadores.

A aquisição por 1,424 milhões de euros do piso térreo do antigo cinema Europa, em Campo de Ourique, uma das propostas vencedoras do orçamento participativo, foi aprovada com o voto contra do CDS-PP e a abstenção do PSD.

«O valor do orçamento participativo para aquisição daquele espaço é de 690 mil euros. A proposta apresentada excede em mais do dobro o que era previsto. Excede e achamos incompreensível dada a atual situação que se conceba pagar a dois mil euros o metro quadrado por este espaço», disse António Carlos Monteiro.