O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de Portugal caiu mais que o esperado em Dezembro, descendo 0,3% face a Novembro, com a queda dos preços dos combustíveis e o início de saldos no vestuário e calçado, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A média das estimativas de três analistas previa uma queda mensal de 0,1% do IPC.

O INE destacou, em comunicado, a contribuição negativa da classe do Vestuário e Calçado e a do Gasóleo para o IPC mensal.

"As classes com contributos positivos mais expressivos para a variação mensal do IPC foram a classe do Lazer, Recreação e Cultura e a classe das Comunicações," adiantou.

A inflação em termos homólogos fixou-se nos 0,4%, face a uma estimativa média de 0,6%, enquanto na média dos últimos 12 meses foi de 0,5%, comparando com uma média de 0,5 nas previsões dos analistas consultados pela Reuters.

Em Novembro a inflação mensal tinha sido de -0,2%, a homóloga de 0,6% e a média anual 0,4%.

"Nas classes com contribuições positivas para a variação homóloga do IPC salientam-se as das Bebidas Alcoólicas e Tabaco, das Comunicações (classe 8) e dos Bens e serviços diversos," vincou o INE.

"A classe com maior contribuição negativa para a variação homóloga do IPC foi a do Vestuário e calçado," adiantou.

O anterior Governo de centro-direita, que foi substituído pelo Executivo socialista em Novembro, tinha projetado uma taxa de inflação de 0,7% em 2015, com o Produto Interno Bruto visto a expandir 1,6%.