A inflação em ritmo anual em março subiu para 1,6% no conjunto da OCDE e desceu para 0,5% na zona euro, o nível mais baixo desde novembro de 2009, segundo estatísticas divulgadas hoje pela OCDE.

A subida da inflação nos 34 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) é explicada sobretudo pelos aumentos de preços nos Estados Unidos (quatro décimas para 1,5%), Canadá (quatro décimas também para 1,5%) e Japão (uma décima para 1,6%).

Num comunicado, a OCDE explica que o acréscimo da inflação resultou sobretudo do encarecimento da energia, cujos preços subiram 0,9% nos doze meses terminados em março último, contra uma descida em ritmo anual de 0,4% em fevereiro.

Os alimentos também contribuíram para a subida da inflação, já que os preços destes aumentaram em ritmo anual 1,7% em março depois de terem registado um aumento de 1,6% em fevereiro.

Em contrapartida, na zona euro a evolução foi para a baixa, com, inclusivamente, quatro países a registarem taxas de inflação negativas, designadamente Grécia (-1,5%), Portugal (-0,4%), Eslováquia (-0,2%) e Espanha (-0,2%).

A inflação também foi negativa em março noutros dois Estados da OCDE, designadamente na Suécia (-0,4%) e na Suíça (-0,1%).

Nos três grandes da zona euro, a inflação desacelerou em março, tendo na Alemanha caído duas décimas para 1%, em França três décimas para 0,9% e em Itália uma décima para 0,4%.

A OCDE tinha aconselhado, no Economic Outlook divulgado na terça-feira, o Banco Central Europeu (BCE) a descer a taxa de juro para 0% para lutar contra a ameaça de deflação, que considera que continua presente.

Em março, as taxas de inflação mais elevadas no denominado clube dos países desenvolvidos foram registadas na Turquia (8,4%), Chile (3,9%), México (3,8%), Austrália (2,7%) e Islândia (2,2%).