O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica voltou a recuar em novembro, baixando de 124,5 em outubro para 117,9, devido à revisão em alta do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do terceiro trimestre e a uma «menor expectativa de desemprego».

«Apesar do decréscimo verificado no indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica nos últimos meses, a tendência de crescimento da poupança das famílias [¿] continua a manter os sinais de estabilização em níveis historicamente elevados», lê-se na nota divulgada esta quarta-feira.

Segundo a mesma fonte, o indicador «sugere que, em termos agregados, as famílias têm aumentado a sua taxa de poupança em 0,10-0,15 pontos percentuais do PIB em cada trimestre desde dezembro de 2009».

Há quatro meses consecutivos que o indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica regista quedas.

O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do PIB, corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assume o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi cerca da 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125 a poupança das famílias é cerca de 10% do Produto.