Segundo o mais recente estudo do Cetelem, 19% dos consumidores não sabem quanto recebem por mês e outros 19% desconhecem o valor dos seus gastos.

De acordo com o comunicado do Cetelem, face a 2015, há uma menor perceção dos rendimentos e das despesas mensais, uma vez que no ano passado apenas 15% dos portugueses revelavam um total desconhecimento. O inquérito constata ainda que para um terço dos consumidores as despesas mensais fixas pesam mais de 50% do seu orçamento.

Tal como no ano passado, há mais portugueses a conhecerem com exatidão o seu rendimento mensal (41%) do que as suas despesas mensais fixas (25%). De notar que uma grande parte dos inquiridos afirma saber quanto recebe e gasta por mês, mas não com exatidão. Efetivamente, 39% dos consumidores declaram conhecer apenas aproximadamente o valor dos seus ganhos e 56% dizem não conhecer exatamente o valor das suas despesas.

O estudo do Cetelem revela ainda que o peso das despesas fixas no orçamento mensal das famílias aumentou. Face a 2015, a percentagem de indivíduos que gastam entre 50% e 75% passou dos 18% para os 30%. Também o grupo de consumidores que despendem mais de 75% do seu orçamento no pagamento de despesas cresceu ligeiramente (5% vs 3%). Uma parte ainda considerável dos inquiridos (25%) afirma usar entre 25% e 50% do orçamento do seu agregado familiar no pagamento de despesas fixas e apenas 11% declaram despender menos de 25%.

«O facto de muitos portugueses desconhecerem quanto ganham e gastam por mês é para nós algo de preocupante e que deve ser corrigido. No nosso entender, só é possível fazer uma boa gestão orçamental conhecendo com exatidão o valor dos rendimentos e das despesas mensais fixas», afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem., no comunicado.

O estudo Cetelem sobre a Literacia Financeira foi realizado entre os dias 16 e 19 de fevereiro em colaboração com a Nielsen, através de 500 entrevistas telefónicas a portugueses de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal. O erro máximo é de +4.4 para um intervalo de confiança de 95%.