A greve de três dias na Groundforce, marcada para 30 e 31 de agosto e 01 de setembro, mantém-se, disse o responsável do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), após uma reunião «inconclusiva» com a empresa.

No final da reunião, Fernando Henriques, coordenador do SITAVA, estrutura sindical que entregou pré-aviso de greve de três dias marcada para o final do mês para contestar os horários de trabalho, adiantou à Lusa que não foi assumido qualquer compromisso pela empresa de assistência nos aeroportos que leve à desconvocação do protesto.

«Houve um conjunto de intenções de médio prazo que são insuficientes para desconvocar a greve», afirmou o sindicalista, adiantando que «até dia 29», véspera do primeiro dia de greve, «a empresa terá sempre possibilidade de refletir e apresentar melhorias concretas».

Já Fernando Faleiro, do departamento de Marketing e Comunicação da Groundforce, garante que as sugestões dadas na reunião desta manhã vão ser analisadas, prometendo «trabalhar em conjunto [com os representantes dos trabalhadores] na sustentabilidade da empresa para assegurar os postos de trabalho».

O porta-voz da Groundforce recorda que a reunião de hoje foi a 12ª, desde março, explicando que «todas» tiveram como objetivo «a melhoria contínua dos horários de trabalho».

Antes da reunião, o SITAVA admitiu a possibilidade de «juntamente com os trabalhadores desconvocar a greve» caso a empresa apresente propostas «concretas» e não «abstratas».

O SITAVA entregou um pré-aviso de greve que contempla uma paralisação de três dias, a realizar nos dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro, depois do protesto do passado dia 15 de agosto, que, segundo dados do sindicato, teve uma adesão entre os 80% e 100%, enquanto a Groundforce fala em 30%.

De acordo com Fernando Henriques, os problemas com a carga laboral «arrastam-se há alguns anos, mas tem piorado, porque o volume de trabalho tem-se intensificado com horários de 9 e 10 horas de trabalho», sublinhando que «não há abertura da empresa para que se chegue a uma resolução para os problemas que estão a ser contestados».