As ex-Scut perderam ao todo mais de 10.000 viaturas por dia no primeiro trimestre deste ano, face ao mesmo período de 2012, segundo dados de um relatório do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) consultado esta terça-feira pela Lusa.

No total, as sete antigas concessões Sem Custos para o Utilizador (Scut), portajadas entre outubro de 2010 e dezembro de 2011, registaram uma quebra de 10.172 de viaturas no Tráfego Médio Diário (TMD) de janeiro a março deste ano.

Face ao primeiro trimestre de 2012, segundo os cálculos feitos pela agência Lusa com base no relatório de tráfego na Rede Nacional de Autoestradas (RNA) no primeiro trimestre deste ano, as quebras diárias foram lideradas pelas concessões Beira Interior (A23) e Grande Porto, respetivamente com menos 729 e 2.761 viaturas de TMD. Ambas apresentaram quebras de 13,1%, em média, nos primeiros três meses de 2013.

Já as concessões Interior Norte (A24) e Costa de Prata (Aveiro) registaram uma diminuição de 12,7% no tráfego, respetivamente com menos 485 e 2.516 viaturas por dia, em termos médios. Na concessão das Beiras Litoral e Alta (A25), a quebra neste período foi de 12,3%, o que correspondeu a menos 1.048 viaturas a circularem todos os dias.

Na concessão Norte Litoral (que inclui a portajada A28 entre Viana do Castelo e Porto), a quebra foi de 10,8%, correspondente a menos 2.117 viaturas por dia, e na Via do Infante (A22), essa quebra ficou-se nos 9,5%, correspondente a uma diminuição média de 516 viaturas todos os dias, entre janeiro e março.

Na globalidade das 15 concessões nacionais (entre as quais as sete antigas Scut) avaliadas neste relatório, os dados do IMT apontam para uma quebra média de 9,3% no TMD no primeiro trimestre de 2013.

Identifica ainda que as autoestradas da rede Brisa registaram quebras de 8,3%, no mesmo período.