Os portugueses são os europeus que menos compram bens ou serviços online, mas por preferirem a transação pessoal, e não tanto por questões de segurança, revela um inquérito divulgado pela Comissão Europeia esta sexta-feira.

De acordo com os dados do Eurobarómetro sobre utilização de Internet e questões ligadas ao cibercrime, apenas 15% dos portugueses inquiridos usam a Internet para efetuar compras, o valor mais baixo entre os 28 Estados-membros da União Europeia (seguido dos 17% na Hungria e 21% na Bulgária), e muito aquém da média comunitária, de 50%.

Todavia, a principal razão apontada pelos portugueses para não efetuarem compras na Internet é a preferência por «conduzir a transação pessoalmente, para, por exemplo, poder inspecionar o produto e poder colocar questões a uma pessoa real», surgindo esta explicação, dada por 49% dos portugueses, novamente no topo no conjunto da União Europeia (UE), onde a média deste argumento se ficou pelos 24%.

Apenas 29% dos portugueses indicou como preocupação o receio de utilização abusiva dos dados pessoais (contra 37% da média da UE).

Por outro lado, os portugueses são também os europeus que se manifestam menos confiantes na sua própria capacidade para usar a Internet para operações bancárias ou para efetuar compras «em linha», com 55% a afirmarem-se pouco ou nada confiantes, o valor mais elevado entre os 28 e muito acima da média da UE, de 28%.

O mesmo já não se aplicará à utilização da Internet para outros fins, já que os portugueses são dos que mais se ligam online para aceder às redes sociais, com 67%, valor idêntico ao da Dinamarca e apenas superado por Suécia (69%) e Letónia (71%).

O inquérito foi levado a cabo entre maio e junho de 2013, tendo em Portugal sido inquiridas 1.007 pessoas.