Os três membros do Conselho de Administração da entidade reguladora da aviação civil beneficiaram de aumentos superiores a 150%, no ano passado, quando a governação de Passos Coelho estava a chegar ao fim.

Apesar de a lei exigir a sua divulgação pública, estas remunerações foram mantidas em segredo.

Conforme noticia o Jornal de Notícias, o salário mensal do presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) subiu de 6.030 euros para 16.075 euros. Já o do vice-presidente passou de 5.499 euros para 14.468. Por fim, o da vogal passou de 5.141 euros para 12.860 euros.

De acordo com o mesmo jornal, estes aumentos são mais um caso a somar ao controverso processo de indigitação de Luís Ribeiro, Carlos Seruca Salgado e Lígia Fonseca para presidente, vice-presidente e vogal, respetivamente. E que entraram em funções no verão do ano passado.

Na altura os nomes não agradaram à Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública nem à Comissão de Economia e Obras Públicas, mas os nomes seguiram em frente com o aval do, na altura, primeiro-ministro.

Neste momento, aos gestores, está entregue a tarefa de apreciar de o processo de privatização da TAP respeita, ou não, a legislação europeia.