Os Operadores de Transportes da Região de Lisboa (OTLIS) apresentaram esta terça-feira o cartão Caixa Viva, um cartão multibanco que permite utilizar os transportes públicos naquela área.

Numa parceria com a Caixa Geral de Depósitos, o cartão apenas difere dos restantes por ter uma aplicação que permite que, quando aproximado do validador, se valide a viagem, automaticamente descontada da conta do utilizador.

Criado a pensar nos passageiros ocasionais, este cartão não tem custos adicionais.

Para já, pode ser utilizado na Carris, Metro, CP ¿ Comboios de Portugal, Transtejo e Soflusa, Fertagus e Metro Sul do Tejo.O objetivo é ser alargado a outras empresas e zonas do país.

Para o secretário de Estado dos Transportes, esta é «uma solução que faltava no conjunto de bilhetes disponíveis para os utilizadores dos transportes públicos».

«Os passes são para os utilizadores regulares, aqueles que são os utilizadores ocasionais têm os cartões pré-pagos que são disponibilizados nas máquinas, mas faltava-nos uma solução simples para os utilizadores de impulso, aqueles que são ocasionais, que vêm às áreas metropolitanas e não têm um bilhete regular», acrescentou.

Sérgio Monteiro destacou ainda que este cartão irá também contribuir para diminuir a fraude nos transportes.

Os utilizadores «passam a ter um instrumento de pagamento imediato, por isso, elimina a fraude. Aqueles que dizem que não sabiam onde pagar têm agora um cartão bancário, podem utilizar isso. Não chega, são precisas mais medidas, mas temos aqui hoje um passo, mas um passo importante para reduzir o nível de fraude», afirmou o governante.

O secretário de Estado reafirmou que em 2014 o aumento das tarifas será de 1%, em ajustamento com a inflação estimada.

«Dissemos desde 2012, quando fizemos o último aumento extraordinário que a partir daí deixaria de haver interferência política nas decisões e que o ajustamento dos bilhetes passaria a ser feito todos os anos face à inflação estimada para o ano seguinte. Foi assim em 2013. Em 2014 acontecerá um ajustamento de 1%, que é a inflação estimada», disse.