As taxas de juro nunca estiveram tão baixas como agora, mas para muitas famílias e empresas o acesso ao crédito está vedado. Os bancos continuam a dificultar a concessão de empréstimos e o spread atinge, em alguns casos, os 6%.

A TVI encontrou dois exemplos: o de uma mulher com casa arrendada, para quem o valor da renda começa a ser incomportável, mas que não consegue comprar uma habitação porque o crédito é inacessível, e o de um homem que não consegue comprar uma máquina que o ajudaria a aumentar o número de produtos que a sua empresa vende para o estrangeiro.

Era aqui que deveriam entrar os bancos: no financiamento a empresas que apostam as suas fichas no estrangeiro ( e com sucesso) quando o mercado interno está de rastos. Deveriam, porque os bancos nem sempre entram em cena quando é suposto.

Os bancos já justificaram o apertão no crédito com o financiamento difícil nos mercados internacionais, onde pagavam taxas de juro proibitivas, mas esse problema está, para já, a ser resolvido pelo Banco Central Europeu (BCE), que tem emprestado dinheiro aos bancos sem limite e a taxas de juro muito baixas.

Por isso, os bancos usam agora como argumento o risco de incumprimento, que faz de um pedido de crédito, muitas vezes, uma missão impossível.