Os contribuintes individuais pagam cerca de três vezes mais impostos do que as empresas, pois o IRS continua a ser o principal imposto sobre o rendimento, contribuindo em 2012 com quase 70% desta tributação, informou esta quarta-feira o Barómetro das Crises.

O Observatório sobre Crises e Alternativas, integrado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, dedicou o seu 8º Barómetro das Crises à reforma do IRC, analisando dados referentes ao IRC e à proposta de reforma em discussão pública.

Segundo a publicação eletrónica, o contributo do IRC para as receitas fiscais tem representado, ao longo das últimas décadas, pouco mais de metade do contributo do IRS.

O IRS continua a ser o principal imposto sobre o rendimento, contribuindo em 2012 com quase 70% da tributação sobre o rendimento e em 2013 o hiato entre a receita dos dois impostos sobre o rendimento ampliou-se como consequência do aumento de impostos, refere a análise feita pelos investigadores do Centro de Estudos Sociais (CES).

De janeiro a outubro deste ano o peso médio do IRS no conjunto das receitas fiscais ultrapassou os 33%, enquanto o IRC manteve-se nos 13%.

De acordo com a análise, o peso do IRC nas receitas fiscais tem vindo a reduzir-se em Portugal.

Em 2000 atingiu o seu ponto mais elevado (16,6%), mas desde então o seu peso tem vindo a reduzir-se gradualmente, aproximando-se do valor dos anos iniciais, 10% das receitas fiscais totais.

Em 2012, a receita fiscal de IRC representou cerca de 13% da arrecadação de impostos e ao longo de 2013 essa tem sido a percentagem em torno da qual a receita de IRC tem flutuado. Em outubro de 2013 o valor acumulado das receitas de IRC pesava os mesmos 13% no conjunto das receitas fiscais.