O primeiro-ministro grego anunciou na quarta-feira a sua intenção de subir o salário mínimo para 751 euros, ou seja, um aumento de 28,15% em relação ao que estava em vigor desde julho de 2012.

E em Portugal, isso seria possível? Não, é a resposta dos patrões. A economia nacional não tem condições para que a medida do governo de Atenas seja «imitada».

Em declarações ao «Diário de Notícias», o presidente da CIP, António Saraiva, revela cautelas a comentar o impacto daquele aumento na Grécia, alegando que não a acompanha com detalhe, mas nota que será por alguma razão que os anteriores governos têm limitado os aumentos». «Espero que não seja uma medida insensata», acrescenta.

«As empresas e a economia portuguesas não teriam condições para aguentar», considera António Saraiva ao mesmo jornal e diz mesmo que a medida aumentaria o desemprego, levando ao encerramento de grandes empresas.

Na mesma linha, o presidente da CAP, João Machado, é assertivo: «É impensável. Seria impossível fazê-lo de uma só vez». Em Portugal «os aumentos são reduzidos, mas sustentados».

Ontem à tarde, a agência de rating S&P ameaçou cortar o rating da Grécia devido às incertezas políticas. As intenções do governo grego não estão a ser bem recebidas pelo mercado.