A fragilidade económica de muitas pessoas está a levar a um aumento das burlas em situações de crédito aparentemente fácil. Por isso, a Polícia Judiciária recomenda cautela na hora de pedir dinheiro emprestado.

Nos dias que correm, de elevado desemprego e cortes salariais, quando muitas famílias têm a corda no pescoço e não conseguem pagar as contas ou as prestações dos créditos, multiplicam-se os anúncios de crédito nas páginas dos jornais. São anúncios que prometem dinheiro fácil a troco de nada e que podem revelar-se verdadeiras armadilhas.

As empresas, quase sempre ilegais, começam por pedir dinheiro para a abertura dos processos, sob o nome de taxas ou comissões. Uma vez recebido o dinheiro, a empresa deixa de responder, e o prometido empréstimo, nem vê-lo.

A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) aconselha por isso os portugueses a recorrerem preferencialmente aos bancos, em caso de necessidade de crédito, ou a pelo menos procurarem informação sobre a empresa a que estão a pensar pedir o crédito.

A situação atingiu uma dimensão tal que levou já a Polícia Judiciária a emitir um comunicado onde alerta a população para estes casos e para os riscos do crédito fácil.