Menos de metade dos portugueses acredita que a reforma será a sua principal fonte de rendimento quando se aposentar, de acordo com o estudo elaborado pela consultora Nielsen hoje divulgado.

Segundo o relatório ¿Envelhecer: Receio em Relação ao Futuro¿, a reforma é para os pensionistas de hoje, e também para os de amanhã, a sua principal fonte de rendimento, embora mais de um quarto (31%) refira que se vai ver obrigado a recorrer também às suas poupanças.

A análise, efetuada num total de sessenta países, entre os quais Portugal, destaca também que 17% irá recorrer aos seus planos de reforma para viver durante os anos de aposentação, números muito semelhantes à média europeia, cujos idosos (49%) têm previsto também sustentar a sua velhice através da pensão do Governo.

Ainda assim, 50% dos portugueses não sabe se vai ter dinheiro suficiente para viver de forma desafogada e poder pagar as despesas médicas (40%).

Em relação à idade de reforma, 41% dos portugueses são mais otimistas e acreditam que irá ocorrer entre os 60 e os 65 anos, embora 29% seja da opinião que só poderá reformar-se depois dos 66 anos, nomeadamente após a medida adotada pelo Governo de Pedro Passos Coelho em 2013, que estabelece essa idade como a única possível para uma aposentação sem penalizações.

O estudo da Nielsen, que analisa também as preocupações dos idosos portugueses, indica como a principal inquietude a capacidade de ser autossuficientes em relação à alimentação, higiene ou vestuário. Este assunto preocupa 66% - face aos restantes europeus, mais angustiados com a degradação física -, aliada à perda de agilidade ou de faculdades mentais, que inquieta 63% dos portugueses.

Os dados revelam ainda que apenas 9% dos portugueses quer viver com os filhos durante a velhice, enquanto 28% diz que o fará com o cônjuge, 15% afirma que irá optar por um lar ou residência assistida e apenas 24% diz que continuará a viver em casa, recorrendo à assistência de um profissional.

A solidão ou o abandono assustam quase 31% dos futuros reformados.

O estudo elaborado pela Nielsen foi realizado entre os dias 14 de agosto e 6 de setembro de 2013, com a participação de mais de 30.000 consumidores, de 60 países da Ásia, Europa, América Latina, Médio Oriente, África e América do Norte.

A amostra está segmentada em cada país por idade e sexo em função dos seus utilizadores de Internet e tem uma margem de erro máxima de aproximadamente 0,6%.