Os últimos anos foram de empobrecimento para grande parte das famílias portuguesas. Os salários aumentaram pouco, nalguns casos estagnaram e noutros, até encolheram. Já os preços, sobretudo nos serviços essenciais, aumentaram e muito.
 
Contas do Dinheiro Vivo com base em estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o salário médio líquido subiu apenas 1,6% ou 13 euros desde 2011. Hoje, é de 829 euros. A culpa é sobretudo do aumento da carga fiscal.
 
Um aumento incapaz de acompanhar a subida de preços nos serviços básicos, precisamente aqueles a que é mais difícil, se não mesmo impossível, fugir.
 
Por exemplo, o saneamento básico, que encareceu 53% desde o início de 2011, ou a recolha de lixo, que ficou 30% mais cara. Contas como a eletricidade, o gás e a água, também aumentaram 35%, 13% e 7,7%, respetivamente.
 
Nos transportes públicos, os preços subiram igualmente: 27% nos comboios, 17% nos autocarros, e 26% para quem usa títulos de transporte combinado.
 
Ter filhos em idade escolar é também uma despesa maior hoje do que em 2011: a conta do ensino primário e pré-primário aumentou 5%, a do secundário 2,6% e a do ensino superior 6,9%.
 
Do mesmo modo, os serviços de saúde encareceram 1,72% neste período, com especial destaque para os serviços hospitalares, cujo preço disparou 16%.