As contribuições para fundos de pensões diminuíram 52,2% nos primeiros seis meses do ano face ao período homólogo, situando-se nos 98,3 mil milhões de euros, segundo o relatório semestral do Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Os ativos geridos pelos fundos de pensões representavam, no final de junho, 14,4 mil milhões de euros (menos 0,7% em relação a dezembro de 2012), o que significa um acréscimo de 7,8% face aos primeiros seis meses do ano passado.

Apesar da quebra das contribuições para os fundos, verificou-se um aumento das contribuições para adesões individuais a fundos abertos e Planos de Poupança Reforma (70% e 10,9%, respetivamente), enquanto os fundos de pensões fechados e as adesões coletivas a fundos aberto (ou seja, os fundos de natureza eminentemente profissional) apresentaram quebras de 63,2% e 8%, respetivamente, em particular nos planos de benefício definido, em que as contribuições baixaram para menos de metade.

O ISP destaca, no entanto, «que o valor referente aos fundos fechados de 2012 inclui uma contribuição extraordinária de um associado no valor de cerca de 50 milhões de euros», efeito sem o qual a diminuição das contribuições não seria tão acentuada, segundo a Lusa.

Nos primeiros seis meses, o montante dos benefícios pagos pelos fundos de pensões aumentou 1,6% comparativamente com junho de 2012, influenciados principalmente pelos fundos de pensões fechados.

Nos fundos de pensões abertos observou-se uma tendência inversa, verificando-se uma diminuição de cerca de 60%, salientando-se a redução dos montantes pagos pelos fundos do tipo Plano Poupança Reforma (-81,5%), «justificada pela diminuição dos resgates ocorridos nestes primeiros seis meses face ao mesmo período do ano transato».

No primeiro semestre de 2013 foi constituído um fundo de pensões e extintos outros três, estando atualmente sob gestão 226.