O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, admitiu esta quinta-feira, em Bruxelas, ser «muito provável» que a Grécia venha a necessitar de ajuda suplementar quando terminar o atual programa de assistência, mas remeteu para 2014 os contornos desse novo apoio.

«É muito provável que, no final deste programa, a Grécia necessite de mais assistência, que os problemas da Grécia não estejam completamente resolvidos, e que um regresso total aos mercados financeiros não seja possível no final de 2014, e o Eurogrupo estará pronto a dar mais assistência e apoio à Grécia», declarou, perante a comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, quando questionado pelos eurodeputados sobre a necessidade de um eventual terceiro resgate a Atenas.

Dijsselboem ressalvou todavia ser muito cedo para avançar com detalhes sobre a «possível» nova assistência à Grécia.

«Acho que é demasiado cedo para falar do cariz do novo programa, da dimensão de um possível novo programa ou condições de um novo programa. Não posso entrar nisso (...) Não posso dizer nesta altura que forma esse apoio vai ter, é muito, muito cedo para especular», disse.

O presidente do Eurogrupo acrescentou que a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) deverá finalizar o seu próximo relatório, designadamente sobre o financiamento do programa de assistência em curso, até final de novembro, e insistiu que só no próximo ano será possível avaliar as necessidades e contornos de um eventual terceiro programa.

O conjunto dos dois programas de ajuda à Grécia, desde 2010, eleva-se já a 240 mil milhões de euros, mas Atenas continua a enfrentar sérios problemas de financiamento e a apresentar uma dívida extremamente elevada.