O saldo das contas públicas encolheu em janeiro, segundo os dados da Direção Geral do Orçamento. O Governo justifica essa descida com «fatores de natureza temporária que se irão diluir ao longo do corrente ano». 

​A receita fiscal líquida do Estado foi de 2.806 milhões de euros, uma queda de 5,2% face à receita arrecadada no mês homólogo.
 
Segundo o Governo, a variação explica-se por «fatores excecionais ocorridos em janeiro de 2014 e que afetam a comparabilidade entre os dois meses, designadamente em sede de IRS, IRC e Imposto sobre o Tabaco». «Estes efeitos excecionais deverão ser compensados nas execuções orçamentais dos próximos meses», acrescenta.
 
No caso da receita líquida em sede de IRS, a descida foi de-5,5%. Já a receita líquida acumulada em sede de IVA cresceu 5,0%, um aumento de 52 milhões de euros face a janeiro de 2014.
 
«Este crescimento expressivo da receita do IVA continua a evidenciar a recuperação da atividade económica e a crescente eficácia das novas medidas de combate à evasão fiscal e à economia paralela», refere o comunicado das Finanças.
 
O saldo global da Segurança Social registou um excedente de 252,9 milhões de euros, mais
118 milhões face a janeiro de 2014.
 
 A despesa consolidada da Administração Central cresceu 1,1%, enquanto as despesas com pessoal caíram 1,7%.
 
Já os encargos com juros registaram um crescimento de 30,8%, «decorrente da componente de dívida pública, dadas as recompras de Obrigações do Tesouro realizadas e o aumento do stock de Certificados de Aforro e do Tesouro».