O saldo orçamental provisório das Administrações Públicas cifrou-se em -2257,6 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 287 milhões face a igual período do ano anterior, segundo dados da Direção Geral do Orçamento referente aos 4 primeiros meses do ano.

Estado gastou 405 milhões para pagar juros do resgate

Na análise a esta execução orçamental, o Editor de Economia da TVI, Vasco Rosendo,alerta para o facto da redução do défice continuar a ser feita pelo lado da receita, não existindo, por isso, margem para baixar impostos.

A receita total cresceu 2,3% e da despesa subiu 0,9%, sendo que a despesa primária reduz-se em 0,8%, contribuindo para uma melhoria do saldo primário em 686 milhões de euros.

A receita fiscal líquida acumulada do Estado até abril ascendeu a 11.027 milhões de euros, um aumento expressivo de 524 milhões face ao montante cobrado em igual período de 2013. Este crescimento corresponde a um aumento de 5% da receita fiscal, em termos homólogos, superando o objetivo inscrito no Orçamento do Estado para 2014.

A receita líquida acumulada dos impostos diretos cresceu 8,4% e a receita líquida acumulada dos impostos indiretos aumentou 2,5%.

As despesas com o pessoal diminuíram 4,1% resultante da redução remuneratória estabelecida na Lei do Orçamento do Estado para 2014, parcialmente compensado pelo impacto do aumento da contribuição da entidade empregadora para a CGA e pelo pagamento das indemnizações no âmbito

do programa de rescisões por mútuo acordo. As remunerações certas e permanentes registaram uma redução de 7,9%.