Direção-Geral do Orçamento divulga esta terça-feira a execução orçamental em contas públicas até novembro de 2014.
Até outubro, o défice das administrações públicas ascendeu aos 5.959,1 milhões de euros, um aumento de quase 1.950 milhões de euros face ao mês anterior, mas apresentou uma melhoria de 1.841,6 milhões em termos homólogos.

Também o saldo primário das administrações públicas, que exclui os encargos com a dívida pública, melhorou face ao período homólogo, fixando-se nos 657,4 milhões de euros até outubro, quando no mesmo período de 2013 apresentou um défice de 32,6 milhões de euros.

Por outro lado, o Estado arrecadou 30.000 milhões de euros líquidos em impostos até outubro, um aumento de 6,8% face a igual período do ano passado, devido sobretudo ao aumento de receita do IRS.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa.

No entanto, a meta do défice fixada é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas.

No primeiro semestre de 2014, o défice ficou nos 6,5% do PIB, acima da meta acordada para o conjunto do ano, segundo dados divulgados pelo INE no final de setembro e que têm já em conta o novo Sistema Europeu de Contas (SEC2010).

A meta do défice para 2014, em contabilidade nacional, é de 4,8% do PIB, mas inclui o impacto de medidas e efeitos pontuais.

«Estima-se, assim, que o défice orçamental, excluindo medidas pontuais ascenda a 3,7% do PIB no ano corrente», lê-se na proposta de Orçamento do Estado para 2015 apresentado pelo Governo a 15 de outubro.