O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse esta quinta-feira na Marinha Grande que a central sindical não vai aceitar redução de salários no BCP e que, a existirem despedimentos, o banco tem que seguir «as regras do jogo».

Confrontado com notícias de que o BCP poderá reduzir salários, diminuir cerca de 1.200 trabalhadores e até 97 de balcões até 2017, o sindicalista reforçou a ideia de que, no que diz respeito às remunerações, essa hipótese seria «voltar atrás na vida e ao tempo da exploração».

Caso se verifiquem despedimentos, sublinhou, «o BCP tem que perceber que tem de cumprir regras (...) como a contratação coletiva e o código de trabalho», lembrando que «um dos grandes culpados daquilo que estamos a viver hoje é a banca».

As declarações do secretário-geral da UGT foram realizadas à margem de uma visita a uma empresa ligada ao setor dos moldes na Marinha Grande e após um encontro com o presidente da Câmara Municipal local.

A iniciativa, «à semelhança de outras deslocações que têm vindo a ser desenvolvidas pela UGT noutros distritos», teve como objetivo «uma maior aproximação aos problemas concretos dos trabalhadores e das suas empresas, particularmente ao modo como estas estão a lidar com as atuais dificuldades».