O presidente executivo da Soares da Costa, Joaquim Fitas, frisou esta quinta-feira que o que a construtora está a fazer com o despedimento coletivo em curso é preservar mais de 80% dos postos de trabalho.

“Não estou a despedir aproximadamente 20% (um pouco menos), estou a fazer tudo para preservar mais de 80% dos postos de trabalho da Soares da Costa, esta é que é a perspetiva”, disse Joaquim Fitas, à agência Lusa, depois da construtora ter anunciado, numa carta enviada à Comissão de Trabalhadores na quarta-feira, que vai abrir um processo de despedimento coletivo de cerca de 500 funcionários.

A administração da Soares da Costa disse esta quarta-feira que a reestruturação da empresa, em que se inclui o despedimento coletivo de 500 trabalhadores, é fundamental para conseguir a recuperação da construtora.

“Para garantir a recuperação da empresa é imperioso executar o plano de reestruturação em curso, que passa pela diminuição significativa de gastos administrativos, de rendas e ainda pela adequação do quadro de pessoal às necessidades atuais, nomeadamente pela dispensa de cerca de 500 colaboradores”, lê-se no comunicado  divulgado pela administração da Soares da Costa Construções.


O presidente do Sindicato da Construção Civil disse esta quarta-feira que vai solicitar uma reunião com “caráter de urgência” à administração da Soares da Costa.

Esta quinta-feira os trabalhadores da Soares da Costa fizeram greve e realizaram protestos frente aos estaleiros da empresa em Vila Nova de Gaia, devido a salários e subsídio de Natal em atraso.