O Commerzbank, que é o segundo maior banco da Alemanha e está parcialmente nacionalizado, informou oficialmente que pretende cortar 9.600 postos de trabalho a tempo completo e criar outros 2.300 em áreas de crescimento.

A dispensa de pessoal vai de encontro ao último valor apontado pelo jornal Handelsblatt, há poucos dias.

Confirma-se também que o Commerzbank não vai pagar dividendos aos acionistas este ano. E  a instituição explica porquê: plano de reestruturação vai custar 1.100 milhões de euros, adiantou o Commerzbank.

Também o principal banco alemão, o Deutsche Bank - que em Portugal vai fechar 15 balcões -está a atravessar um período difícil, mas por causa da multa histórica que os Estados Unidos querem aplicar-lhe ainda por causa da crise do subprime, em 2008, por ter vendido créditos imobiliários de baixa qualidade sem informar os clientes disso mesmo.

Entretanto, e depois de muita especulação, o banco disse que vai resolver os seus problemas sem precisar da ajuda do Governo. 

Em Portugal, 

Da Bélgica surge outra notícia preocupante para o setor da banca. O diário Sudpresse noticia que o banco holandês ING vai anunciar, na assembleia-geral extraordinária da próxima segunda-feira, o despedimento de 4.000 trabalhadores nesse país, onde tenciona reduzir as sucursais para uma centena.

A proposta, que não inclui os estabelecimentos franchisados, pretende melhorar a rentabilidade da instituição financeira, precisa o mesmo jornal francófono.

Atualmente, o ING tem 726 sucursais em território belga, das quais só um terço estão naquele regime.