O que o Governo prometeu à Comissão Europeia foi vender o Novo Banco até agosto 2017, ou seja, ainda há dez meses pela frente. O que não impede Bruxelas de fazer três exigências que a instituição terá de acatar se não for vendida já até ao final deste ano de 2016. E uma delas é a saída de mais 500 trabalhadores do Novo Banco, a juntar aos mil colaboradores que já foram dispensados.

Nesse cenário, será ainda obrigado a um maior esforço de redução de custos e ao encerramento de balcões.

A contabilização financeira está feita por Bruxelas: o valor dos cortes terá de passar de 150 milhões de euros para 250 milhões; e em vez de fechar agências até ficar com um total de 550 balcões, a meta passa para os 450.

Apesar de só agora terem sido tornadas públicas, estas metas não são novas. Foram decididas pela Comissão Europeia em dezembro de 2015 e o plano de reestruturação que a administração do Novo Banco tem em curso já prevê parte delas.

A única penalização que não estava na agenda é fecho de uma centena de balcões. De resto, a a equipa liderada por António Ramalho já assumiu que quer ultrapassar os 150 milhões de euros de cortes definidos para este ano.

A alienação de negócios já anunciadas e outras ainda em negociação, assim como as saídas naturais de colaboradores, deverão assegurar a meta de reduçãode mais de 500 trabalhadores até 31 de dezembro.

O processo de venda está a decorrer e já vai na sua segunda tentativa, depois de a primeira ter falhado. Os esforços podem, no entanto, ficar mais comprometidos se o BPI sair da corrida. É um dos interessados, mas o CaixaBank - que lançou uma OPA sobre a totalidade do capital - parece não estar para aí virado.

O prazo máximo para a venda ficar concluída é agosto de 2017. Se não vier acontecer, a instituição será liquidada.