As rescisões por mútuo acordo no Novo Banco estão quase concluídas e o despedimento coletivo de trabalhadores da instituição, em Portugal, deverá afetar, afinal, menos de uma centena de pessoas.

O ponto de partida era "uma obrigação de reduzir 1.000 postos de trabalho entre 30 de novembro de 2015 e 31 de dezembro de 2016", lembra a instituição liderada por Stock da Cunha.

Em março, o presidente do banco apontava para 150 trabalhadores abrangidos. Agora, está mais otimista.

"O trajeto até aqui percorrido permitirá que um despedimento coletivo, em Portugal, fique claramente abaixo dos 100 trabalhadores".

Numa nota de esclarecimento emitida esta sexta-feira, o Novo Banco adianta também que a fase de rescisões por mútuo acordo está "quase terminada".

Agora, o grupo "tomará as decisões respeitantes à próxima fase do processo de reestruturação".

Esta tarde, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, considerou que a redução do quadro de pessoal do Novo Banco em curso teria que ser feita caso a entidade já tivesse passado para as mãos de um acionista privado.

"Não é consequência de não ter sido vendido no primeiro ano. No caso de venda no primeiro ano, o próprio acionista teria que assegurar a viabilização. Como tal não aconteceu, o Fundo de Resolução continua como acionista", afirmou Carlos Costa durante a sua audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social.

"A reestruturação teria que acontecer por força da sua viabilidade a prazo e por pressão do supervisor, fosse o acionista o Fundo de Resolução ou um acionista privado", reforçou o governador.