A Cisco Systems sempre vai cortar mais no pessoal, mas afinal menos de metade do que tinha sido anunciado pela impresa: serão 5.500 empregos, representativos de 7% da força de trabalho da gigante tecnológica. O objetivo desta reestruturação passa por transferir recursos para os mercados de crescimento mais rápido, numa altura de vendas fracas nos negócios tradicionais baseados em hardware.

O CEO, Chuck Robbins, está a tentar manter a espinha dorsal da empresa, o negócio da Internet e dos sistemas de comunicação corporativa de rede, com uma estratégia que responda ao que os clientes procuram: e que são cada vez mais alternativas para o hardware caro e combinações de software. Esta reestruturação pode, segundo a Bloomberg, permitir acelerar a transição da empresa para ser ao mesmo tempo fornecedora de software, hardware e serviços de tecnologia baseada na cloud, a nuvem em rede.

Ontem, tinha sido avançado pelo site CRN que a companhia ia dispensar 14.000 mil pessoas dos cerca de 73.000 trabalhadores que tem atualmente. Mas afinal o número é bem menor.

Ainda assim, é a terceira decisão do género em pouco tempo: há dois anos, já tinha anunciado cortes de 6.000 empregos, em 2013 cerca de 4.000 e um ano antes 1.300 postos de trabalho. Uma das maiores reestruturações de pessoal até agora tinha sido a de julho de 2011, quando a empresa dispensou 6.500 pessoas.

No último verão de 2015 nada aconteceu, mas agora há nova reestruturação. 

Na bolsa, as ações da Cisco ganharam mais de 15% nos últimos três meses e atingiram mesmo o valor mais alto dos últimos nove anos esta semana, com cada título a valer 31,23 dólares. Depois da apresentação de resultados, ontem, os títulos caíram mais de 1% em bolsa para 30,72 dólares cada um.

No seu quarto trimestre fiscal, que terminou em julho, o lucro líquido da Cisco subiu para 2,8 mil milhões de dólares (cerca de 2,5 mil milhões de euros), o que compara com os 2,3 mi milhões das contas anteriores.

As vendas caíram 2% para 12,6 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros). 

Também recentemente, no final de julho, outra gigante tecnológica, a Microsoft, anunciou o corte de quase 5.000 empregos na área móvel.