O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou para 410,8 mil pessoas em setembro, menos 16,3% do que no mesmo mês do ano passado (-80,3 mil pessoas) e menos 1,8% do que no mês anterior (-7,4 mil pessoas).

A diminuição de 1,8% em cadeia do desemprego registado mais do que compensa o aumento de 0,5% ocorrido no mês de agosto, e situa o desemprego registado em níveis de novembro de 2008 (em linha com tendências observadas nas estatísticas do INE).

O desemprego jovem está nas 47,4 mil pessoas, com uma diminuição homóloga de 20,5% (-12,2 mil pessoas). Em relação ao mês de agosto, houve um ligeiro acréscimo do número de jovens inscritos (+3,1%) – tendência comum entre o final do 3.º trimestre e início do 4.º trimestre, sendo habitual que estes aumentos pontuais sejam compensados por decréscimos ao longo do 4.º trimestre.

O número de desempregados de longa duração teve nova redução em cadeia (-2%), fixando-se nas 205,3 mil pessoas, menos 14,5% em termos homólogos (-34,8 mil pessoas).

Os números os divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) nada dizem sobre as razões da redução do desemprego. Qual a percentagem que consegue emprego - desses quais os com termo e sem termo. Ou se no caso, por exemplo dos jovens, se é por saída para o estrangeiro.

Na sexta-feira passada, a Lusa noticiou que quase 3.000 desempregados em Portugal foram autorizados nos últimos dois anos a deslocarem-se para outros países da União Europeia, Islândia, Noruega, Liechtenstein ou Suíça à procura de emprego, continuando a receber subsídio de desemprego por Portugal.

Estes são os dados que o Instituto da Segurança Social (ISS) tem disponíveis sobre as transferências de prestações de desemprego no seio da União Europeia, em vigor desde maio de 2010.