Sónia Torres, do INE, afirmou que o que está em causa não são os métodos a instituto, mas a ”maturidade para ter este tipo de informação provisória” e admitiu que o INE pode “ponderar deixar de dar informação provisória”.

A presidente do INE, Alda Carvalho, disse, esta sexta-feira, na conferência de imprensa que as matrizes seguidas pela instituição estão em linha com as matrizes internacionais”.

“É claro que ficámos surpreendidos com a revisão, que não é inédita porque já houve no passado com os dados do Eurostat, embora ninguém se tenha ressentido disso. Quando nos aparece um resultado surpreendente, o que fazemos é ir às bases de dados, à recolha de informação, ir às metodologias de extrapolação. A revisão que fizemos antes da divulgação não justificou que fizéssemos alguma alteração aquilo que estava publicado”.

Sónia Torres, uma das porta-vozes do Instituto Nacional de Estatísticas garantiu que o “INE tinha avisado que esta informação é sempre provisória” e que “ocasionalmente pode acontecer isto”, uma vez que se trata de uma mera projeção.

 

“Os métodos não estão em causa, o que poderá estar em causa é a avaliação desta sociedade ter maturidade para ter este tipo de informação provisória”.

Segundo Sónia Torres, este é o preço a pagar por ter estatísticas cedo, afirmando que o embaraço pode ter repercussões futuras.