O Estado português apenas atribuiu prestações de desemprego a 377 mil desempregados em dezembro, deixando sem estes apoios mais de 442 mil desempregados, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Segurança Social.

De acordo com os últimos dados disponibilizados na página da Segurança Social (www.seg-social.pt), em dezembro existiam 376.922 beneficiários de prestações de desemprego, mais 31 pessoas do que em novembro (últimos dados disponíveis) e o equivalente a 45,8% do último número total de desempregados contabilizados pelo Eurostat.

Os últimos dados divulgados pelo Eurostat contabilizavam, em dezembro de 2013, um total de 819 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 15,4% (15,5% em novembro).

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego, prestações que atingiram em dezembro o valor médio de 478,09 euros, face aos 499,93 euros observados um ano antes.

O Porto é o distrito com o número de beneficiários com prestações de desemprego mais elevado, tendo sido em dezembro atribuídos subsídios a 80.081 pessoas.

Segue-se o distrito de Lisboa, com 74.678 desempregados a receberem prestações de desemprego e o de Setúbal (com 32.596 desempregados com direito a subsídio).

Os beneficiários do sexo masculino são em número superior (196.257 pessoas), em relação aos do sexo feminino (178.800).

Providência cautelar sobre as obras de Miró «assegura-nos a confiança nas instituições»

A deputada socialista Gabriela Canavilhas disse hoje à Lusa que a providência cautelar apresentada pelo Ministério Público, com vista à suspensão da venda do acervo de obras de Miró, «assegura a confiança nas instituições».

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu hoje, junto do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, o decretamento provisório da providência cautelar destinada à suspensão da venda do acervo das obras de Miró.

Este pedido aconteceu depois de o Grupo Parlamentar de o PS ter requerido à PGR que o Ministério Público desencadeasse «medidas cautelares» que não permitissem a venda dos quadros de Miró em Londres, depois de ter esgotado todas as iniciativas parlamentares no sentido de suspender essa venda.

Gabriela Canavilhas afirmou à Lusa que está de «consciência tranquila», tal como os outros deputados que apresentaram a providência. «Claramente eu e os cinco deputados que apresentámos a providência cautelar, cumprimos a nossa obrigação», afirmou.

Atualizado às 17:14