Mais de 100 mil desempregados na Grécia concorreram aos 10.000 empregos sociais de baixa remuneração oferecidos por Atenas no âmbito de um programa financiado pela União Europeia, anunciou hoje o organismo de emprego grego.

O programa oferece contratos em municípios pelo prazo máximo de cinco meses por 490 euros mensais líquidos para maiores de 25 anos e por 426 euros para menores de 25 anos, ou seja abaixo do valor do salário mínimo na Grécia, que é de 585 euros, refere a Lusa.

O custo da iniciativa ascende a 216 milhões de euros e é subvencionado pelo Fundo Social Europeu (FSE) e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

A primeira fase deste projeto destina-se a desempregados de longa duração, com idades entre 18 e 29 anos, sem especialização profissional ou diplomas.

Nas próximas semanas serão anunciadas as regras para desempregados com o ensino secundário ou cursos universitários.

Prioritariamente, a contratação vai recair em pessoas com filhos e em casais em que os dois estão no desemprego.

A Grécia é o país com maior percentagem de desemprego na Europa, que este ano alcançará 27%, segundo as previsões do governo, e 27,5%, segundo os últimos dados do Instituto de Estudos Económicos e Industriais (IOBE), hoje publicados.

Especialmente grave é o desemprego entre os jovens menores de 25 anos, já que é de cerca de 60%.

Para o próximo ano, Atenas prevê uma clara recuperação da economia (um aumento de 0,6% do PIB, depois de uma retração de 4% em 2013).

No entanto, o governo não prevê uma recuperação significativa do mercado de trabalho, com uma taxa de desemprego de 26%.