O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, congratulou-se esta quarta-feira com a redução para 10,8% da taxa de desemprego no segundo trimestre, abaixo da meta traçada pelo Governo para 2016, mas reconheceu a fragilidade do mercado de trabalho.

Há uma recuperação económica, está a voltar a haver criação líquida de emprego e os dados são animadores […] mas são dados que o Governo não embandeira em arco. Continuamos a ter questões importantes para resolver no mercado de trabalho”, disse Miguel Cabrita à agência Lusa.

De acordo com as estatísticas do emprego divulgadas esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego foi de 10,8% no segundo trimestre, inferior em 1,6 pontos percentuais (p.p.) à do trimestre anterior e 1,1 p.p. abaixo do trimestre homólogo de 2015, situando-se no valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2011.

A meta traçada pelo Governo no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) era de 11,4% para o conjunto do ano de 2016, o que Miguel Cabrita destacou pela positiva, face aos números conhecidos esta quarta-feira.

A taxa de desemprego, estando a este nível, que é um nível muito positivo, representa uma evolução muito positiva, mas há ainda muitas pessoas desempregadas e temos de continuar a trabalhar para baixar estes níveis de desemprego”, disse o secretário de Estado.

No entanto, “não há dúvida que do ponto de vista da evolução de longo prazo do mercado de trabalho são dados muito positivos quando comparados com os outros anos e com o último trimestre”, acrescentou Miguel Cabrita.

O governante destacou ainda que “desde o segundo trimestre de 2010, há seis anos, que não havia uma taxa tão baixa como esta e isso é um indicador que naturalmente é positivo”, e que deve traduzir-se num sinal de confiança.

De acordo com o INE, a população desempregada, estimada em 559,3 mil pessoas, recuou 12,6% face ao trimestre anterior (menos 80,9 mil pessoas) e diminuiu 9,8% face ao trimestre homólogo de 2015 (menos 61,1 mil pessoas).

A população empregada, estimada em 4 602,5 mil pessoas, subiu 2% face ao trimestre anterior (mais 89,2 mil pessoas) e 0,5% face ao período homólogo do ano passado (mais 21,7 mil pessoas), segundo o INE.