O ministro da Segurança Social garantiu hoje que o aumento do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) é "financeiramente suportável" e que "tem a vantagem" de significar a "reposição do financiamento normal" dos mecanismos de apoio social.

Em Guimarães, para inaugurar a nova sede da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Vieira da Silva, que tem também as pastas do Trabalho e Solidariedade a seu cargo, reconheceu que o aumento anunciado é "pouco significativo" em termos numéricos, explicando que é uma subida que acompanha o valor da inflação, que está "baixa em termos históricos".

O IAS serve para o cálculo direto de várias prestações sociais, nomeadamente o subsídio de desemprego ou o complemento solidário para idosos.

"Não é um crescimento muito relevante em termos numéricos, mas tem a vantagem de significar que também nesta área repomos o financiamento normal dos nossos mecanismos de apoio social, depois de um período difícil e conturbado em que este valor congelado", afirmou Vieira da Silva.

Questionado sobre o impacto do aumento do IAS nas contas do Estado, o ministro não respondeu, remetendo para o Orçamento do Estado de 2017.

No entanto, Vieira da Silva deixou uma garantia: “os cálculos que são feitos são cálculos que nos garantem que é uma aproximação, um regresso à normalidade que é financeiramente sustentável".

Ao fim de sete anos de congelamento, o IAS vai ser atualizado. Isto terá, por exemplo, uma implicação direta no valor dos subsídios de desemprego, que vão ser ligeiramente mais elevados em 2017. O indexante deverá aumentar em torno do valor da inflação, que é nesta altura inferior a 1%