A CGTP responsabiliza as políticas do Governo pela depressão da economia e destruição de milhares de postos de trabalho e defendeu a necessidade de inverter rapidamente a situação e de proteger adequadamente os desempregados.

«Esta situação tem responsáveis bem identificados: o Governo do PSD-CDS e a política de direita que empobreceu o país, deprimiu a economia e destruiu milhares de postos de trabalho», diz a central sindical num comunicado emitido a propósito dos dados do desemprego divulgados pelo INE.

A taxa de desemprego em Portugal foi de 15,1% no primeiro trimestre, 2,4 pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2013 e menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior, segundo o INE.

De acordo com as Estatísticas do Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), no primeiro trimestre de 2014 a população desempregada era de 788,1 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 15,0% e uma diminuição trimestral de 2,5% (menos 138,7 mil e menos 19,9 mil pessoas, respetivamente).

«Urge pôr termo rapidamente a esta situação. Portugal precisa de uma outra política que defenda os interesses do país e dos portugueses, geradora de crescimento económico e de emprego de qualidade, com salários dignos e boas condições de trabalho, e que proteja adequadamente os que têm menos rendimento, nomeadamente os que perderam o seu posto de trabalho», defendeu a Intersindical.

Segundo a CGTP, os dados revelados pelo INE «mostram que só no primeiro trimestre do ano foram destruídos mais 42 mil empregos, com consequências na agricultura e pescas, nos serviços e na construção».

A central sindical salientou que, apesar do desemprego oficial ser de 15,1%, correspondendo a 788 mil desempregados, «o número real de desempregados e subempregados é superior a um milhão e trezentos mil, a maioria esmagadora dos quais sem qualquer prestação de desemprego».

Para a Inter a situação dos jovens e dos desempregados de longa duração é particularmente grave, dado que neste primeiro trimestre a taxa de desemprego dos menores de 25 anos foi de 37,5% e o desemprego de longa duração atingiu 63,6% dos desempregados, com 501 mil pessoas nesta situação.

«O elevado nível de desemprego e a destruição do emprego levaram muitos trabalhadores a passar à inatividade ou a emigrar. A população inativa aumentou em mais de 39 milhares, devendo grande parte dos restantes 22 mil que saíram da população ativa, ter emigrado em busca de melhores condições de vida e de trabalho. Entre 2011 e 2013 já tinham saído do país cerca de 300 mil portugueses», salientou a CGTP.