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«Desemprego combate-se com alteração das leis»

Álvaro Santos Pereira sustenta que medidas vão ter resultados contra flagelo social

Por: Redacção / CLC    |   2012-06-12 23:02

O ministro da Economia considerou esta terça-feira que o combate ao desemprego passa pela alteração da legislação laboral, por políticas ativas de emprego e por formação adequada e disse que 93.268 mil desempregados foram emcaminhados para ações de formação.

«O desemprego combate-se com a alteração da legislação laboral, com politicas ativas de emprego, todas as medidas estão a ser aceleradas, e com formação», disse Álvaro Santos Pereira na Comissão Parlamentar de Trabalho, onde foi ouvido ao longo da tarde.

Santos Pereira falou de várias medidas ativas de emprego em curso, nomeadamente o «Impulso Jovem», o programa «Vida Ativa» e o «Estimulo 2012» e foi questionado e criticado pelos deputados da oposição sobre os resultados previsíveis, em termos de emprego efetivo, dos apoios concedidos à contratação ou dos estágios profissionais.

O ministro, que referiu diversas vezes a importância do acordo de concertação social de janeiro para as reformas em curso, defendeu que a revisão da legislação de trabalho «é fundamental para o país», porque «vai dinamizar o mercado de trabalho».

O governante salientou repetidamente a importancia da formação e do ensino técnico-profissional como forma de aumentar a empregabilidade e a qualificação e referiu que o Governo conta alargar, ainda este ano, o sistema dual de apredizagem a 30 mil jovens.

«Esperamos integrar 50.000 jovens neste sistema dual de aprendizagem até o final da legislatura», disse o ministro.

Neste sistema os jovens conciliam o ensino na escola com a apredizagem laboral na empresa.

O final da audição parlamentar do ministro da Economia foi marcado com uma questão do deputado comunista Bruno Dias sobre a situação da Carris, empresa tutelada pelo Ministério da Economia, onde alegadamente têm sido instaurados processos disciplinares a trabalhadores que são dirigentes e ativistas sindicais, com vista ao despedimento.

O ministro da Economia respondeu que «não há perseguição a dirigentes sindicais, nem na Carris nem noutras empresas públicas».

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EM BAIXO: Álvaro Santos Pereira
Álvaro Santos Pereira

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