A taxa de desemprego recuou para 16,4% da população ativa no segundo trimestre deste ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta quarta-feira.

O ministro da tutela já reagiu, pedindo prudência na análise dos números, devido aos empregos de verão.

A taxa é 1,4 pontos percentuais superior à do mesmo período do ano passado (17,8%) mas fica 1,3 pontos abaixo da taxa registada nos primeiros três meses do ano.

A taxa de desemprego jovem (15 aos 24 anos) caiu para 37,1%, face aos 42,1% do trimestre anterior e aos 35,5% do trimestre homólogo.

O INE revela ainda que a população desempregada se situou nas 886 mil pessoas, mais 7,1% ou 59.100 pessoas que no segundo trimestre do ano passado, mas menos 7% ou 66.200 pessoas que no trimestre precedente.

Pelo contrário, a população empregada ultrapassou os 4,505 milhões pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 3,9% e um aumento trimestral de 1,6% (menos 182,6 mil e mais 72,4 mil pessoas, respetivamente).

Os dados do INE revelam que, entre o segundo trimestre do ano passado e o deste ano, ficaram desempregadas mais 34 mil mulheres. Por classe etária, destacam-se os 41.300 novos desempregados com idades entre 35 e 44 anos e 29,100 com 45 ou mais anos.

Destaca-se ainda um aumento de 28.600 pessoas desempregadas com um nível de escolaridade completo

correspondente, no máximo, ao 3º ciclo do ensino básico, 18.800 pessoas desempregadas com ensino superior e de 11.600 pessoas desempregadas com ensino secundário e pós-secundário.

O INE conta ainda mais 55.300 desempregados à procura de novo emprego.

35.800 dos novos desempregados tem origem no setor dos serviços e 22.800 no setor da indústria, construção, energia e água.

Mais de 105 mil novos desempregados estavam à procura de emprego há 12 e mais meses.

Pelo contrário, a diminuição trimestral da população desempregada «ocorreu essencialmente nos seguintes segmentos»: homens; pessoas dos 15 aos 34 anos; pessoas com um nível de escolaridade completo correspondente a qualquer um dos três níveis de ensino considerados; à procura de novo emprego (com origem sobretudo no setor dos serviços); e à procura de emprego há menos de 12 meses.

A taxa de desemprego dos homens (16,4%) foi ligeiramente inferior à das mulheres (16,5%).

Por regiões, as taxas de desemprego mais elevadas e superiores à média nacional foram registadas em Lisboa (19,3%), na Região Autónoma da Madeira (18,8%), no Norte (17,2%), no Alentejo (17,2%) e no Algarve (16,9%).

O INE revela ainda que o número de inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuram emprego foi estimado em 271.700 pessoas.