O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em agosto era de 695.065, o que representa um aumento de 3,2% em termos homólogos e de 1% face a julho, divulgou o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

De acordo com a informação mensal do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o total de desempregados registados nos centros de emprego no final de agosto aumentou 21.644 em relação ao mesmo mês do ano passado e aumentou 6.966 em relação ao mês de julho deste ano.

Os 695.065 desempregados registados em agosto correspondem a 79,1% do total de 879.113 pessoas que se inscreveram para pedir emprego.

A subida do desemprego em termos homólogos foi generalizada a todas as regiões, com exceção do Algarve, onde se registou uma redução de 6,9%.

O «fim de trabalho não permanente» foi o principal motivo para a inscrição nos centros de emprego, representando cerca de 41% do total de desemprego em agosto.

O motivo «despedido» foi a segunda causa, representando 13% do total de desempregados.

Em agosto, os desempregados de longa duração (inscritos há mais de um ano) aumentaram 23,6% em relação ao mesmo mês de 2012, enquanto os desempregados inscritos há menos de um ano decresceram 9,6%, cita a Lusa.

Professores inscritos nos centros de emprego aumentam 26,4% em agosto

A classe dos professores registou um aumento de 26,4% no número de inscritos nos centros de emprego em agosto, em termos homólogos, o segundo maior aumento, depois dos quadros superiores da administração pública registarem uma subida de 44,1%.

No mês passado, 17.862 professores do ensino secundário, superior ou que desempenhavam funções similares inscreveram-se num centro de emprego do país, segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Em termos percentuais, os docentes foram os segundos a sofrer mais com o desemprego, tendo registado um aumento de 26,4% em relação a igual período do ano passado, altura em que se inscreveram 14.132, revela o relatório mensal do IEFP.

Face ao mês anterior, o aumento do número de professores inscritos nos centros de emprego foi de 21,4%.

No entanto, esta classe não é exceção, já que o desemprego cresceu «na maioria dos grupos profissionais».

À frente dos docentes, o pessoal dos «quadros superiores da administração pública» viu o número de inscritos nos centros de emprego aumentar 44,1% em termos homólogos e 13,5% face a julho.

Em agosto, havia ainda cinco grupos profissionais que representavam mais de metade (51%) dos desempregados inscritos no continente: «Pessoal dos serviços, de proteção e segurança» (85.113); «Trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio» (73.448); «Empregados de escritório» (65.286); «Operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e construção civil» (59.299) e «Trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora» (53.607).

Em relação às ofertas de emprego, o IEFP informa que não foram ocupadas 18.239 vagas, o que representa um aumento de 52,6% em relação a agosto de 2012.

A «administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social» voltaram a estar entre as atividades económicas com mais ofertas disponibilizadas no continente. As ofertas recebidas em agosto corresponderam a 11.539 no país, o que se traduziu num aumento anual de 32,8%.

As colocações efetuadas em agosto no país totalizaram 7.262, correspondentes a aumento de 31,4%, em termos homólogos, mas a uma diminuição de 0,4% face ao mês anterior.